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Paniago aponta reflexos da mudança na escala 6×1 nas pequenas empresas

O professor também recomenda cautela antes de contratar novos funcionários, aumentar preços ou recorrer a empréstimos

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Foto: Reprodução

O possível fim da escala 6×1 pode mudar a estrutura de custos de micro e pequenas empresas, principalmente nos negócios que dependem de jornadas acima de 40 horas semanais. A discussão envolve a redução da jornada máxima de trabalho com manutenção dos salários e dois dias de repouso semanal remunerado. A proposta ainda não está em vigor e segue em tramitação no Congresso Nacional.

Para o professor especialista em Gestão Empresarial Estratégica Einstein Paniago, uma eventual redução de 44 para 40 horas semanais aumenta em 10% o valor relativo da hora trabalhada, mas não significa que a folha mensal terá automaticamente o mesmo aumento. O custo pode crescer quando a empresa precisa contratar mais funcionários, ampliar horas extras ou enfrenta perda de produção e vendas. “A pergunta correta para a pequena empresa não é quanto custarão quatro horas a menos?, mas quais dessas quatro horas realmente geram receita, quais encobrem desperdícios e quais são indispensáveis para manter o atendimento?”, afirma.

Paniago orienta os empresários a analisarem a operação antes de tomar decisões. Vendas por horário, períodos de ociosidade, horas extras, faltas, retrabalho e margem dos produtos estão entre os indicadores que podem mostrar onde é possível reorganizar a jornada. Automatizar tarefas administrativas, ajustar horários e capacitar funcionários também aparecem entre as alternativas apontadas pelo especialista para aumentar a produtividade e reduzir possíveis impactos.

O professor também recomenda cautela antes de contratar novos funcionários, aumentar preços ou recorrer a empréstimos para cobrir despesas. Para ele, pequenos negócios podem aproveitar a discussão sobre a escala 6×1 para rever processos e testar diferentes cenários. “O objetivo não deve ser fazer em cinco dias o mesmo trabalho desorganizado de seis. Deve ser construir uma empresa que desperdice menos tempo, remunere melhor o esforço humano e sobreviva porque se tornou mais eficiente, não porque exauriu quem trabalha”, destaca.

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